Visigótico
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Mértola

Mausoléu do século VI

Um mausoléu do século VI "único no Ocidente", serviu para sepultar pessoas importantes de origem grega e testemunha a presença de orientais em Mértola antes da Islamização.

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A escavação das ruínas do mausoleu. Foto: CAM.

Trata-se de um mausoléu fora de série; é o único edifício mortuário do género achado em todo o Ocidente do Mediterrâneo, onde, até agora, não há nenhum parecido, segundo declarou à agência Lusa o director do Campo Arqueológico de Mértola (CAM), Cláudio Torres.

"Só há edifícios paralelos no Oriente do Mediterrâneo, para os lados da Líbia, Jordânia e Síria", frisou o arqueólogo, precisando que o mausoléu foi descoberto na rua Dr. Afonso Costa, durante as obras de remodelação das ruas do eixo comercial de Mértola.

"Esperávamos que houvesse algo fundamental naquela zona, mas nunca imaginámos que fosse um mausoléu com a monumentalidade e a importância do achado", datado do século VI e que "serviu para sepultar pessoas importantes de origem grega", segundo as informações inscritas nas lápides descobertas, assinalou Cláudio Torres.

Segundo o arqueólogo, "eram certamente comerciantes gregos ricos e oriundos da actual Líbia".

A Basílica paleocristã

A basílica paleocristã de Mértola jaz sob o pátio da escola primária que em 1920 foi construída no sítio onde se erguera a Igreja do Carmo.

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Museu Municipal de Mértola - Núcleo Visigótico (Basílica Paleocristã)

O «Núcleo visigótico» foi instalado no espaço de uma Basílica Paleocristã para dar a conhecer o período da primeira cristianização do Sul de Portugal. O núcleo expõe estruturas arquitectónicas e cerca de 30 lápides oriundas do cemitério alto-medieval de Mértola.

As escavações arqueológicas iniciadas em finais da década de setenta e as informações recolhidas no início do século pelo arqueólogo veja páginaEstácio da Veiga deram a conhecer uma Mértola bem mais antiga do que as fontes escritas testemunhavam.

Edifícios de grande monumentalidade permitem que qualquer visitante identifique a presença dos romanos na então Mirtilis e na Mina de S. Domingos.

Apesar da concentração de vestígios na Vila de Mértola (Criptopórtico, Torre Couraça, casa romana e vias romanas), podem também encontrar-se vestígios de menor dimensão em todo o Concelho.

Com a adopção do Cristianismo pelos romanos, os cidadãos de Mértola acompanharam os sinais de mudança, facto testemunhado pelos vestígios arqueológicos representativos de locais de culto e enterramento na cidade (basílicas Paleocristãs do Rossio do Carmo e da Alcáçova onde se observa um baptistério octogonal).

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Lápide funerária

O Museu Municipal de Mértola nasceu como resposta a anos de trabalhos arqueológicos, de levantamentos patrimoniais e trabalhos de conservação e investigação levados a cabo pela equipa do CAM, Centro Arqueológico de Mértola.

Em 1989 foi inaugurado o núcleo museal romano para preservar os vestígios existentes na cave do edifício dos Paços do Concelho.

Seguiram-se a abertura ao público da colecção lapidar pré-islâmica em 1991, a Basílica Paleocristã em 1993, a Ermida e Necrópole de S. Sebastião em 1999, e, em 2001, os núcleos de Arte Sacra e de Arte Islâmica.

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