Visigótico
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Basílica paleocristã de Idanha-a-Velha

A actual povoação de Idanha-a-Velha, pertencente ao concelho de Idanha-a-Nova, está edificada sobre as ruínas da cidade romana Egitania.

Das diversas igrejas em Idanha-a-Velha, sobressai a basílica paleocristã, de três naves, eventualmente fundada no século IV, quando Idanha-a-Velha foi sede de bispado e, consequentemente, uma das povoações mais importantes da Beira interior. Este edifício é chamado «Sé».

Esta basílica foi sujeita a uma campanha de remodelação durante o século IX, sendo posteriormente adaptada a outros estilos entre os séculos XIV e XVI.

A Torre dos Templários foi erigida sobre o embasamento de um templo romano, na antiga zona do forum, sobre a qual seria construído um templo durante a Idade Média.

Para além destes edifícios, existe um circuito de muralhas, possivelmente decorrente de uma primeira fortificação do século II, sujeito a remodelações no século IX e a reforços durante o período dionísio.

Nos séculos III - IV o perímetro urbano contraiu-se com a construção de uma forte muralha que cercava apenas uma pequena parte daquilo que foi a cidade do Alto Império. As muralhas mostram, aliás, nitidamente terem sido reconstruídas e modificadas ao longo do tempo. As portas actuais não parecem corresponder às romanas. Antes se devem atribuir ao período muçulmano, como sugere o investigador Cláudio Torres, ou mesmo ao período da Reconquista.

Com as invasões germânicas peninsulares do início do séc. V, a cidade passou a integrar o Reino dos Suevos. A informação disponível respeita à criação da diocese da Egitania, com sede em Idanha-a-Velha, talvez por determinação do rei Teodomiro.

Em 569 a cidade fez-se representar no Concílio de Lugo. Em 585 o reino dos suevos foi integrado no reino visigótico. Idanha-a-Velha terá ganho novo impulso económico e político-administrativo. A cunhagem de moeda em ouro é uma demonstração deste período.

Os abundantes elementos de construção decorados corroboram também esta tese. O edifício chamado «Sé Catedral» é atribuído àquele período. No entanto, o mais provável é que as suas estruturas assentem sobre um edifício visigótico que pouco terá a ver com o actual.

O baptistério, datável dos séculos Vl - VII, junto à porta sul da Sé, deve ser interpretado como o vestígio da primeira basílica paleocristã.

Como a sua planta parece discordante da planta do actual edifício, é de admitir que corresponda ainda ao primeiro templo suevo, sobre o qual os bispos visigóticos erigiram a nova catedral que, sucessivamente reconstruída, deu o actual templo.

Idanha-a-Velha foi tomada ao reino visigodo pelos muçulmanos no ano de 713.

Como visitar

www.ippar.pt/monumentos/sitio_idanha.html

Acessos

IP 2 até Castelo Branco; na segunda saída de Castelo Branco, seguir no sentido das termas de Monfortinho/Espanha. A meio do trajecto surge uma tabuleta a assinalar a aproximação de Idanha-a-Nova e, pouco depois, a de Idanha-a-Velha.

Idanha-a-Velha é uma pequena vila que parece adormecida entre os oliveirais, mas cujo passado histórico teve uma importância testemunhada pela catedral e pelas inúmeras ruínas, transformando-a num museu ao vivo.

Bibliografia

Cláudio Torres, "A Sé Catedral de Idanha", in Arqueologia Medieval, nº1, Mértola.

www.museumwnf.org/database_item.php?id=monument;ISL;pt;Mon01;5;pt

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