Visigótico
arqueo.org — o Portal da Arqueologia Ibérica, sem obscurantismo e religiosidade
200

Capela de São Frutuoso de Montélios (Braga)

A Capela de São Frutuoso de Montélios, situada em S. Jerónimo de Real (periferia da cidade de Braga), é uma pequena construção datada da segunda metade do século VII.

Esta igreja é fundamental para conhecer a evolução da arquitectura visigótica no século VII, o seu período de esplendor.

Desde as primeiras igrejas arianas, a arquitectura visigótica foi modificando a planta das suas igrejas, possivelmente por condicionantes da sua liturgia, a partir da estructura clássica basilical de três naves com telhados planos e uma ou três ábsides, mediante a inclusão de pseudocruzeiros de muito distintas formas como Cabeza de Griego ou Recópolis, até chegar a estruturas com uma cabeceira tão complexa como en San Juan de Baños, construida en 661, e Santa Lucía del Trampal.

A pequena capela de Montélios remete para a São Frutuoso, bispo de Dume e de Braga durante a época visigótica, que aqui escolheu ser sepultado, na década de 60 do século VII.

À sua volta existia um conjunto monástico bem maior, centro religioso da região neste período, mas que terá sucumbido, muito provavelmente no início do século XVI, quando se procederam às obras de reedificação do Mosteiro por parte dos franciscanos. A capela de planta centralizada, de quatro ábsides iguais articuladas em redor de um cruzeiro quadrangular, é o único elemento de todo o conjunto monástico, datado da Alta Idade Média, que chegou até hoje.

Ela constitui um testemunho ímpar em território nacional, sem aparentes semelhanças com outras obras altimedievais próximas, facto que tem levado a interpretações e datações antagónicas para o monumento. Com efeito, se durante algum tempo se pensou estar diante da capela-mausoléu de São Frutuoso, hoje são mais fortes os argumentos que apontam para uma cronologia a rondar os inícios do século X, quando o culto do bispo foi renovado, no âmbito do repovoamento de Afonso III.

A primitiva edificação, de época visigótica, seguiu um modelo orientalizante (ravenaico-bizantino), vigente na capital do reino, Toledo: planta em cruz grega; exterior decorado com arcos cegos, alternadamente de volta perfeita e em mitra; torre quadrangular sobre o cruzeiro, com cobertura em quatro águas. No século X, reconquistada a região e iniciado o repovoamento, a capela foi objecto de uma reconstrução, que lhe conferiu o aspecto interior que hoje possui. As ábsides, que eram de planta interna quadrangular, passaram a ter a forma semicircular, e à entrada de cada uma construiu-se uma tripla arcada de arco em ferradura, verdadeira eikonostasis, que compartimenta o espaço de acordo com a liturgia hispânica, então em vigor. Esta poderá ser uma leitura do conjunto remanescente, mas a verdade é que não existem certezas quanto às suas partes constituintes, em especial a ascendência de tão pequenas ábsides dotadas de falsos deambulatórios (pois no solo ainda existem marcas de bases de colunas).

A qualidade e erudição do seu programa arquitectónico, por outro lado, aponta para um só projecto construtivo, concebido e realizado num único momento. Neste sentido, se as semelhanças com o templo da Gala Placídia de Ravena são ainda decisivas, a identificação de um ajimez e a evidência da torre cruzeira ter possuído um friso de arquinhos cegos são dados que comprovam a contemporaneidade em relação a uma parte significativa da arquitectura hispânica do século X.

O próprio classicismo da construção, visível nos recursos construtivos e decorativos do templo, aponta para uma corrente artística cujas manifestações maiores datam da primeira metade do século X, e cuja implantação foi particularmente importante na faixa ocidental da península. O debate entre "visigotistas" e "moçarabistas" estendeu-se ao restauro do conjunto.

Reconstrução

Numa primeira fase, e sob o comando de João de Moura Coutinho, o monumento foi intervencionado tendo como modelo as construções tardo-antigas de Ravena. Para isso, chegaram a reproduzir-se elementos decorativos, iguais a outros aparecidos aquando da desmontagem de numerosas construções adjacentes.

No entanto, o arrastamento do processo por parte da DGEMN e, especialmente, o aparecimento do ajimez, determinou a paralisação dos trabalhos e o consequente abandono do projecto. Apesar das posteriores tentativas, o restauro nunca foi concluído, ficando a obra inacabada ao nível das coberturas e de alguns enchimentos das paredes, facto ainda hoje bem visível para quem visita a capela. Na sua pequenez, Montélios é um dos mais fascinantes monumentos altimedievais peninsulares, simultaneamente aparentado com obras mediterrânicas dos séculos V-VI e IX-XI. Independentemente dos rumos futuros da historiografia, permanecerá como obra incontornável nos estudos dedicados à Alta Idade Média ocidental.

.

Montélios é a tradução de «Monte Pequeno». Nas Inquirições do rei D. Dinis esse local é chamado de «Montêlhos». Diversas doações do séc. IX e X, falam neste monte, as quais estão patentes no livro ’’Fidei’’.

Esta capela de traça visigótica, parece ter sido inspirada nos Mausoléus bizantinos.

Foi mandada edificar por São Frutuoso, bispo de Braga e de Dume e daí o seu nome actual. Inicialmente foi-lhe dado o nome de capela de São Salvador de Montélios. Foi edificado por São Frutuoso como seu própio mausoleo, o que significa que foi construida entre 656, ano em que foi nomeado bispo de Braga, e a data da sua morte: 665.

Durante o século XVII, foi incorporada no Convento de São Francisco. Ao longo da sua existência, esta capela sofreu diversas alterações. Durante a ocupação moura grande parte deste templo foi destruído, tendo sido reconstruído durante os séculos X e XI, o que lhe deu um aspecto visigótico. Esta capela foi classificada como Monumento Nacional (Decreto 33 587, DG 63, de 27 de Março de 1944)

Adosado en la actualidad a una iglesia franciscana, fue redescubierto en 1897 y restaurado en 1931, trabajo que ha sido objeto de grandes controversias.

Su estructura es claramente la de una iglesia cruciforme, sobre una planta en forma de cruz griega en la que cada brazo tiene la forma exterior de un cuadrado, mientras que interiormente cada uno de ellos, excepto el occidental en el que está la puerta, aloja un ábside de planta de herradura muy acusada.

Los brazos se unen en el transepto, comunicado con cada uno de ellos mediante tres arcos de herradura, más ancho el central que los laterales, que se apoyan sobre dos columnas exentas y sobre los muros laterales. Esos tres arcos están inscritos dentro de otro gran arco ciego, también de herradura sobre el que se eleva cada muro del transepto formado una linterna, cubierta por una cúpula sobre pechinas construida con ladrillos.

Los brazos excepto el de entrada, que se cubre con bóveda de cañón, también se cubrían con cúpulas, en este caso soportadas por columnas, seis en el ábside y cuatro en las laterales que, formando un pequeño deambulatorio, dejaba muy reducidos los espacios para el culto. La iluminación se consigue por medio de ventanas de doble arco de herradura, situadas en cada lado del transepto y en cada brazo excepto el de entrada.

Construida con aparejo de sillares escuadrados, posee una interesante decoración exterior formada por frontones triangulares, arquería ciega en los muros laterales alternando triángulos y arcos de medio punto sobre un zócalo de tipo clásico, un estrecho friso con sogueado y en la torre del crucero una cornisa con decoración de arcos y triángulos pequeños ciegos, que parece ser que se apoyaban sobre pequeñas columnas hoy desaparecidas.

Toda la decoración exterior es independiente de la forma de los sillares, como tallada en ellos. En el interior existe también un friso semejante al exterior, los capiteles son de tipo corintio labrados expresamente para esta iglesia así como el gran friso que recorre la iglesia a la misma altura que los capiteles.

Toda la decoración es de imitación del tipo romano, pero de una calidad muy superior a la existente de la época romana en esa zona.

De pronto, un obispo, de clara vocación orientalista - fue "arrestado" por el rey Recesvinto, que consideraba imprescindible San Fructuoso de Montelios. Vista exterior su presencia en España, cuando se preparaba para viajar a Oriente - rompe todos los esquemas de las plantas que existían hasta entonces y se construye una iglesia-mausoleo, completamente abovedada, cuya estructura es casi idéntica al mausoleo de GalaMausoleo de Gala Placidia. Rávena Placidia en Rávena en su exterior e interiormente imita muchos detalles de San Vital, también en Rávena y situada dentro del mismo recinto que aquella. En cuanto al diseño de su planta y a su estructura exterior, se trata casi de una copia exacta, aunque de una calidad de construcción muy superior y un poco más estilizada porque proporcionalmente es más alta, del Mausoleo de Gala Placidia. Hay otras semejanzas con ella como que el edificio está totalmente abovedado y también que se trata de un monumento funerario, aunque en este caso, parece ser que en señal de humildad, San Fructuoso no dispuso su sepultura en el centro de la iglesia, sino en uno de los arcosolios del muro norte de la cabecera. Sin embargo, al pasar dentro de la iglesia, el ambiente interior con su estructura central y arcadas triples inscritas dentro de arcos de mayor tamaño, es muy distinto a dicho mausoleo y recuerda mucho al de la cercana iglesia de San Vital, aunque nuestra iglesia es de proporciones mucho más humildes. San Fructuoso de Montelios. Detalle de la torre de cruceroEste tipo de iglesias de planta cruciforme y con arquerías múltiples y superpuestas, aunque eran muy habituales en la arquitectura bizantina de la época de Justiniano, se puede considerar totalmente novedosa en la España visigoda. Pero lo más importante es que a partir de ella cesaron todas las dudas anteriores en cuanto al diseño de sus iglesias, al menos de las situadas en zonas rurales pues no conocemos cómo eran sus construcciones en las ciudades, y empezamos a encontrarnos este mismo diseño en las iglesias posteriores, en general de planta cruciforme y totalmente abovedadas, como Santa Comba de Bande, situada en el mismo obispado y construida unos 20 años más tarde, San Pedro de la Mata y Santa María de Melque, ambas en zonas rurales en las cercanías de Toledo, conteniendo las tres un arcosolio, lo que indica su carácter funerario, aunque posteriormente se les añadieron unas dependencias laterales para su utilización como iglesias monásticas. El desarrollo de las plantas cruciformes, cuyo origen insistimos en que desde nuestro punto de vista está en San Fructuoso de Montelios, continuó en los últimos años de la monarquía visigoda en iglesias como San Pedro de la nave y Quintanilla de las Viñas, construidas ya como iglesias monacales, en las que las dependencias laterales existen desde su diseño original en vez de ser un añadido posterior como pensamos que sucedió en las anteriores. OTRA INFORMACIÓN DE INTERÉS Forma de Acceso: Autopista E01 durante 51 Km en dirección norte. Salir por la N-14 en dirección Braga durante 3 Km. Desde Braga ir hacia el noroeste en dirección Ponte de Lima, San Fructuoso se encuentra a 3 Km, en el barrio de Sao Jerónimo Real, al fondo de una pequeña plaza. . Teléfonos de Información: Câmara Municipal de Braga: 253203150, 253610631 Correo electrónico: comunica@cm-braga.pt Dirección en Internet: http://www.cm-braga.pt

Símiles con este mausoleo podemos ver na Gala Placidia de Rávena e nas arquerías de S. Vital, também em Ravena. O aspecto clásico dos frontóns, dos capiteis e das molduras garantizan a súa procedencia bizantina. As arquerías son un legado de bizancio que será difundido polos árabes e pola arte carolinxia non só por Europa senón tamén polo norte de África desde o S.IX.

Estos arcos presentan unha aduela forte e alta a maneira de cimacio, técnica sen dúbida mozárabe. No seu interior a planta presenta unha cruz grega na que catro capelas son os brazos cuias paredes pechan en semicírculo. No pé desta cruz estaba a porta e a capela principal situábase na cabeceira. Todas tiñan seis columnas excepto a da cabeceira que tiña oito (hoxe desaparecidas). Só quedan os pares de columnas que daban entrada ás capelas

m
 

topo da páginaTopo da página

Quer usar este texto em qualquer trabalho jornalístico, universitário ou científico? Escreva um email a Paulo Heitlinger.
copyright by algarvivo.com/comunicacao