Visigótico
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Arte Visigótica

fibula

Teve a uma forte expressão em peças de ourivesaria, em mosaicos e em iluminuras. A arte visigótica exprimiu-se na Península Ibérica desde a entrada dos Visigodos (415) até à invasão muçulmana.

Segundo P. de Palol, é a partir do século IV que a arte cristã se divulga na Península Ibérica: "entendemos na Hispânia como manifestações de arte paleocristã, as peças que correspondem à Tetrarquia e, sobretudo, a tempos constantinianos, quer dizer, aos séculos IV e posteriores. Em relação ao limite final, é muito difícil estabelecê-lo na Península".

Vertente importante do mundo tardo-romano, esta arte prolongar-se-á para alguns autores até às primeiras manifestações artísticas de Islâmicos e Moçárabes.

«Arte visigótica» designa as expressões artísticas criadas pelos visigodos, que entraram na Península Ibérica em 415 e se tornaram a casta dominante da região até à invasão dos mouros em 711.

A ourivesaria visigótica

Com as migrações bárbaras chegaram à Peninsula Ibérica expressões artísticas novas. Na época visigótica, as artes ditas menores (dever-se-ia dizer mobiliárias) superam a arquitetura e a escultura – afirmam alguns especialistas.

Pode-se ligar essa arte ao desejo de mostrar a riqueza e o estatuto social nas armas, nos trajes e nas jóias. Mas também é uma arte muito vinculada aos Bizantinos.

A habilidade dos artesãos godos ou francos, primeiro ambulantes e depois fixados nas margens do Reno, em Worms, Colónia ou Bona, onde as suas oficinas são célebres já no século VI, demonstra o interesse mantido no trabalho e na decoração de armas, na joalharia religiosa ou profana (fíbulas, fivelas de cintos, colares de ouro).

O trabalho investido na produção de um objecto único rompe com a produção grosseira, em série, da Gália romana. Afirmam-se novas técnicas. Aparecem trabalhos em finas folhas de metal, em filigrana, em placas cloisonnées incrustadas de esmalte.

Das tradições nómades e do Oriente, os Bárbaros conservam também o gosto pelo luxo, os metais preciosos e as cores vivas, as vestimentas sumptuosas, jóias de ouro e prata, de bronze dourado incrustado de pedras duras ou preciosas.

Alguns testemunhos de época falam do luxo bárbaro: as descrições de Sidónio Apolinário, as dos cronistas árabes que mostram os nobres visigodos cativos em Damasco após a conquista, os tecidos e as jóias encontrados no túmulo da princesa Amegunda em Saint-Denis (por volta de 570), os tesouros visigóticos da Peninsula Ibérica, especialmente as coroas votivas descobertas em Guarrazar.

Este artesanato usa decoração lisa e simplifica o relevo: pedras gravadas, desenhos em filigrana. O gosto prefere motivos abstractos, entrelaçamentos geométricos, formas estilizadas; de vez em quando, um artesão consegue ser naturalista.

A ourivesaria visigótica

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