|
||||||||
| arqueo.org o Portal da Arqueologia Ibérica, sem obscurantismo e religiosidade | ||||||||
Arquitectura paleocristã / visigóticaA monarquia visigoda foi suficientemente vital para desenvolver uma arquitectura (e uma escultura arquitectónica) derivadas da tradição romana e com influências bizantinas, com características singulares.
São exemplos da arquitectura paleocristã/visigótica na Peninsula Ibérica:
A arquitectura visigótica, começado no final do império romano e durando até o início do Românico, pouco ou nada acrescentou à evolução das técnicas construtivas dos Romanos. Os construtores da Alta Idade Média, de uma forma geral, tinham poucos conhecimentos técnicos e limitavam-se a utilizar as técnicas construtivas e os materiais dos Romanos. Os edifícios mais significativos que hoje conhecemos são as igrejas em geral pequenas , resultado da sua insuficiente destreza técnica, cuja consequência se reflectia na dificuldade em vencer grandes vãos. A tipologia utilizada não apresentou muito de novo e resumia-se a plantas basílicais de três naves, sendo a central mais elevada que as laterais, com uma ou três absides rectangulares. Graças a trabalhos de escavação e reinterpretação de dados efectuados um pouco por todo o país, como os proporcionados pelas escavações das basílicas suevo-visigóticas de Dume, Braga, de Viseu, da igreja do Montinho das Laranjeiras, Alcoutim, da basílica paleocristã de Mértola e do templo alto-medieval de São Torcato, Guimarães, onde se identificaram sequências estratigráficas complexas e significativos restos de edifícios de tipologias variadas, temos hoje de uma melhor leitura dos modelos arquitectónicos cristãos usados entre os séculos V-VI e X-XI. Identificaram-se modelos arquitectónicos diferentes, com origens diversas e que, servindo o culto cristão, parecem ter convivido cronologicamente em distintas zonas do actual território português. As construçõesOs materiais utilizados, principalmente a pedra, eram frequentemente provenientes das obras romanas e muito poucos de produção própria. Por isso, o seu tamanho era frequentemente desproporcionado face às necessidades da construção a que se destinavam; em consequência, o seu manejo era difícil. Como resultado, as paredes apresentavam um aspecto muito rudimentar. Os blocos de maior dimensão e mais bem talhados eram utilizados nas esquinas e nos contrafortes. A técnica construtiva utilizada nas paredes era o opus emplectum romano (as paredes são constituídas por três elementos:
Os visigodos também copiaram a técnica construtiva das coberturas, normalmente de pedra, abobadadas ou com cúpulas, ou de madeira. Surge nesta altura uma particularidade: quase sempre se construía por cima da cobertura de pedra um telhado de armação triangular de madeira, que aumentava o peso sobre as paredes. Nesta época as igrejas perderam luminosidade devido ao pouco avançado sistema estrutural adoptado. As janelas eram muito pequenas, arqueadas ou formadas por lintéis monolíticos. A arquitectura visigótica também foi influenciada por elementos gregos e bizantinos, para além da natural presença romana. Destas influências surgiram dois tipos de edifícios:
Linkswww.turismo-prerromanico.es/arterural/base/visigodo.htm |
||||||||
Quer usar este texto em qualquer trabalho jornalístico, universitário ou científico? Escreva um email a Paulo Heitlinger. |
||||||||
|
|
||||||||