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Ilha do Pessegueiro[O canal da Ilha do Pessegueiro teve funções portuárias durante o período romano. Está ligado a Arandis (Garvão, Ourique). À medida que as salgas de Sines decaem, desenvolvem-se as da Ilha do Pessegueiro, mais próxima dos pesqueiros.
Tal como a baía de Sines, é um dos poucos portos naturais do litoral alentejano. Por maior proximidade aos pesqueiros, a Ilha do Pessegueiro foi substituíndo Sines na produção de salgas, à medida que o século II avança. A partir de meados do século I n.E., a Ilha do Pessegueiro, que havia dois séculos sem ter utilização, volta a ser ocupada. A ilha ou o seu trunfo portuário, o estreito canal que a separa do continente tem vantagens sobre Sines: não é tão exposta a sul e tem um melhor acesso ao "hinterland" alentejano (Sines está limitada pela Serra de Grândola). A Ilha do Pessegueiro está, nesta primeira fase, ligada a Garvão (Arandis). Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares justificam o abandono da ilha entre meados do século I a.C. e meados do século I a.C. com o declínio da navegação atlântica provocada pela instabilidade em Roma. É também o período da febre mineira no
interior alentejano mas o porto fluvial de Mas sobretudo do Cercal (a 7 km), onde há uma mina de
ferro-manganês. Foi encontrada uma oficina de fundição no
Pessegueiro. A reocupação da ilha integra-se num movimento de
"atlantização" do sul da Lusitânia:
A A partir daí, a função comercial
mantém-se, mas a industrial ganha relevo. A diminuição das
marcas de O Pessegueiro torna-se satélite de Sines. No século III e primeira metade do século IV, a ilha especializa-se como centro de produção de salgas. Há pesqueiros próximos e o seu acesso é fácil. A sardinha é a principal matéria-prima, mas não se conhece que tipo de salga é feito. A pequena unidade industrial pode ter dependido de uma villa. O produto industrial complementaria o agrícola. BibliografiaA principal fonte deste texto é Ilha do Pessegueiro - Porto Romano da Costa Alentejana, de Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares, mas também deve ler-se Arnaldo Soledade e um texto de José d'Encarnação publicado no jornal DISTRITO DE SETÚBAL ("No tempo dos Romanos, Sines teve uma estátua do deus Marte"). Última visita do autor a este sítio: Agosto de 2010. |
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