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Museu Municipal de Alcácer do SalFundado em 1894, o Museu Municipal de Alcácer do Sal é um dos mais antigos do País, presentemente está fechado.A sua criação, em finais do século XIX, resultou da junção do espólio arqueológico depositado na Câmara Municipal e de doações do padre Matos Galamba e de Joaquim Correia Batista. Em 1896, o acervo arqueológico é enriquecido com a doação de António Faria Gentil do espólio da Idade do Ferro, proveniente da necrópole do Olival do Senhor dos Mártires. Durante vários anos o espaço museológico resume-se a um compartimento vizinho da Sala de Sessões da Câmara Municipal. Em 1914 o município instala o museu na Igreja do espírito Santo, comprada para o efeito, onde hoje se mantém. Desde essa altura, têm sido efectuados constantes melhoramentos e enriquecimentos das colecções, com ofertas de particulares e depósitos de documentação arqueológica decorrente da actividade científica da sua equipa técnica. Após anos de abandono e desvio de algum do seu rico espólio, o 25 de Abril de 1974 inaugura uma nova fase na sua evolução. A antiga denominação de Museu Municipal de Alcácer do Sal é alterada para Museu Municipal Pedro Nunes, homenageando um dos maiores vultos nascidos nesta cidade. Em 1988, abre oficialmente ao público com a exposição permanente de objectos arqueológicos que actualmente aí se mantêm. As obras de adaptação do Convento de Aracoelli, situado dentro do recinto amuralhado, em Pousada, permitiram iniciar escavações arqueológicas de emergência em 1994, sob a direcção científica dos arqueólogos António Cavaleiro Paixão e João Carlos Faria, contribuindo deste modo para obter uma informação arqueológica vital da área do Castelo correspondente à antiga Alcáçova Muçulmana. Foi assim registado um complexo estratigráfico riquíssimo, com estruturas e variado espólio arqueológico, remontando o mais recuado ao período neolítico, sendo o mais recente datado do século passado. Esta intervenção arqueológica de emergência contribuiu para a inauguração de uma nova fase na história do Museu, permitindo a criação de um novo espaço museológico, que foi adaptado às estruturas exumadas e preservadas no subsolo do referido Convento, onde funciona actualmente uma Pousada, a que foi dado o nome de Afonso II. A sua concepção inovadora de adaptação ao sítio arqueológico e condicionada à identificação de estruturas ímpares de diferentes horizontes culturais, nomeadamente habitações da Idade do Ferro, um Santuário Romano, compartimento de silos desde o período Islâmico até ao Medieval Cristão, obedeceu a soluções longamente ponderadas, a objectivos científicos concretos. O espaço actualmente aberto ao turista desde 1988, mantêm-se já na referida Igreja do Espírito Santo. Nela podemos ter uma ideia da riqueza arqueológica da área concelhia, desde o Paleolítico até ao Período Moderno, com materiais expostos em vitrinas. Para algumas épocas, o espólio é notável, nomeadamente da Idade do Ferro e Romanização. |
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