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Leonel de Freitas Sampaio Trindade

Algumas descobertas de Leonel Trindade

Gruta da Fórnea. Foi escavada por Leonel Trindade, na década de 30, e os materiais então recolhidos foram adquiridos pelo Museu Nacional de Arqueologia. Esta gruta situa-se perto da aldeia do Charco. Nela foram recolhidas pontas de seta, lâminas e raspadores, em sílex, machados e enxós, em pedra polida, algumas peças em osso e contas de colar. Uma peça em grés com um cabo poderá ser um ídolo. Da cerâmica destacam-se alguns pequenos fragmentos de vasos decorados, os vasos com bordo denteado e as taças carenadas. A ocupação desta gruta necrópole integra-se no Neolítico final, entre cerca de 3300 e 3000 anos a.c.

Gruta do Furadouro da Rocha Forte. Foi descoberta na década de 30 por Leonel Trindade. Nas terras que tinham escorregado para o exterior da gruta recolheu numerosos materiais que foram adquiridos, em 1941, pelo Museu Nacional de Arqueologia. Localiza-se a sul da povoação da Rocha Forte, na encosta da Serra de Montejunto e integra-se no Neolítico final. Do seu espólio destacam-se as cabeças de alfinete decoradas, em osso, placas de xisto, e os vasos cerâmicos com bordo denteado e taças carenadas.

Gruta da Salvé Rainha. Situa-se perto do miradouro da Serra e foi descoberta acidentalmente em 1956 aquando do alargamento de uma estrada. Esta pequena gruta foi parcialmente explorada nesse mesmo ano por Leonel Ribeiro com a colaboração de algumas pessoas do Cadaval. Esta gruta necrópole forneceu, além de ossos humanos, machados e enxós em pedra polida, lâminas em sílex, contas de colar, fragmentos de vasos cerâmicos e um vaso de boca oval, intacto. Este material integra-se no Neolítico final. Parte deste espólio perdeu-se e desconhece-se o paradeiro de algumas das peças estudadas nos anos 70.

Castro de Pragança. Sobranceiro à povoação de Pragança, na Serra de Montejunto, foi descoberto nos finais do século passado e foi nessa época escavado por António Maria Garcia e por José Leite de Vasconcelos. O material recolhido ingressou nas colecções do Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa. Nos anos trinta, Leonel Trindade mandou escavar o castro e os materiais foram vendidos para o mesmo Museu.

Este importante povoado começou a ser habitado na Idade do Cobre inicial, nos princípios do 30 milénio a.c., continuando a ser ocupado em toda a Idade do Cobre, na Idade do Bronze e na Idade do Ferro. Apresenta também ligeiros vestígios de época romana. A Câmara Municipal do Cadaval solicitadou a colaboração da Assembleia Distrital de Lisboa para uma investigação mais aprofundada deste povoado. Aí decorreram entre 1988 e 1990 três campanhas de escavações arqueológicas. Não sendo conhecidas quaisquer estruturas pré-históricas, estas campanhas puseram a descoberto, no ponto mais alto do castro, uma grande torre de planta semicircular, parcialmente destruída por escavações antigas, que se encosta à falésia rochosa, e apresenta um corredor de acesso ao seu interior e uma estrutura anexa rectangular. Esta torre foi construída na Idade do Cobre inicial.

Museu Municipal Leonel Trindade

Em Torres Vedras, o Museu Municipal Leonel Trindade reúne diversas colecções — a mais importante é a arqueológica.

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